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AIDS EM GATOS É UMA REALIDADE QUE PRECISA SER COMBATIDA


Por: José Fernando Martins de Oliveira


A data de 1° de dezembro celebra a Luta Mundial Contra a Aids, doença que
ainda vitima os seres humanos e gatos domésticos. O vírus HIV, causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), desde o começo da epidemia na década de 80, já infectou cerca de 34 milhões de pessoas em todo planeta. Poucos sabem que a doença também atinge os gatos a partir do vírus FIV, pertencente à mesma subfamília da Aids humana.


A Aids Felina é uma realidade que instiga cientistas e pesquisadores desde 1987. O principal meio de transmissão é a saliva. Ainda não se tem provas concretas se o vírus é transmitido pela relação sexual entre esses animais. O grupo de risco para a Aids Felina são os machos por serem mais briguentos do que as fêmeas.


A contaminação ocorre quando o macho morde o pescoço da fêmea durante a cópula, protege territórios, briga com outros gatos, disputa por acasalamento ou quando um infectado lambe o ferimento de um gato saudável. Assim como a síndrome humana, a Aids Felina não tem cura e sem o tratamento adequado, leva o animal à morte.

De acordo com o médico veterinário da Clínica Veterinária Mato Grosso, Anderson Nogueira, o FIV não é transmitido aos humanos e a outros animais, como os cachorros. “A melhor prevenção é não deixar que o gato saia à rua, pois pode se envolver com infectados e contrair o vírus. O mesmo cuidado deve ser dado às fêmeas no cio, que podem acasalar com um macho infectado, contaminando também os filhotes”. A castração de machos e fêmeas é considerada um bom meio de prevenção à doença.

Os gatos infectados podem demorar anos para apresentar os sintomas e com o passar do tempo, o vírus vai destruindo as células de defesa do organismo, tornando o felino suscetível às doenças oportunistas. Os sintomas da Aids Felina são febre, diarreia, anemia, feridas na boca, gripes e infecções urinárias. O diagnóstico do FIV é feito por exame de sangue.

Gatos soropositivos podem conviver normalmente com outros não contaminados, já que a incidência de brigas entre gatos que residem no mesmo lar é pequena. Caso seu gato tenha o vírus é importante saber que há tratamento e o animal de estimação ainda necessita e merece amor e carinho.
João Alves

João Alves

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