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Série: Das marchinhas de carnaval ao enredo da Mangueira parte - 2

Esta é a segunda parte falando sobre o Carnaval em Cuiabá, especificamente a partir do momento que Cuiabá foi eleita para ser o samba enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. O próximo post será a letra do samba enredo.

Muito alvoroço entre a população, essa situação aconteceu quando anunciou que Cuiabá, capital de Mato Grosso, seria tema de samba enredo da Escola de Samba Estação Primeiro de Mangueira em 2013, com o tema “Cuiabá – um paraíso no centro da América”.
Isso tudo é para que Cuiabá seja mais divulgada na mídia, mas conhecida não somente no Brasil, mas fora dele também. Essa divulgação internacional, pois o desfile transmitido pela Rede Globo é passado em mais de 170 países, é uma das exigências da FIFA de projeção da cidade, especialmente na área do turismo, tendo assim Cuiabá no roteiro de turistas e empresas de todo o mundo.

Fruto de uma ideia entre o produtor de eventos, Caíque Loureiro e o intérprete da Estação Primeira de Mangueira, do Rio de Janeiro, Zé Paulo, durante um show da escola em Cuiabá, no mês de agosto do ano passado, o projeto de transformar a história da capital de Mato Grosso em enredo da Mangueira, levando a história para ser vista por milhões de pessoas. A ideia deu tão certo que o enredo composto pelo famoso escritor Marcos Rosa, com enredo de Cid Carvalho, já está pronto e a população da capital na expectativa de ver a historia de onde vive desfilando na Sapucaí.

Com o tema sobre Cuiabá, a Mangueira é a segunda a entrar na Sapucaí na noite de segunda-feira de carnaval, em horário nobre. “Ao todo serão 174 países a assistirem a história da nossa capital que é a maior exposição para Cuiabá, depois da Copa, também um evento internacional”, disse Loureiro. O tema central do enredo é a viagem ao centro das Américas. “Tudo é centralizado em um trem, que chegaria aqui em Cuiabá, o que acabou não acontecendo e trazendo o “boom”, para a cidade, em forma de novas esperanças”, explica o produtor.

Conforme Caíque Loureiro para o desfile, a escola focou principalmente em personagens lendários da capital, como Zé Bolo Flor, Maria Taquara, Mãe Bonifácia, festas religiosas, culinária, os “causos cuiabanos” como minhocão do Pari e negrinho d’água, além do folclore cuiabano, cururu, siriri. “A única coisa que eu posso adiantar é que pela primeira vez na Sapucaí uma escola vai se apresentar com duas baterias, o resto é tudo surpresa”, revelou Loureiro.

Os pesquisadores da empresa Multiplicar do Rio de Janeiro, terceirizada pela Mangueira para compor o enredo, e alguns integrantes da escola e algumas pessoas da comissão de frente, realizaram uma pesquisa de cerca de 30 dias aqui na cidade, se dedicando a conhecer bem a cultura da nossa capital.

A prefeitura municipal atual como patrocinadora por meio de fundos oriundos do incentivo à cultura. A escola tem várias fontes de recursos, além da venda de fantasias e direitos autorais. “Quando à prefeitura, o objetivo é promover a cultura da cidade, e no ponto de vista da escola de samba é explorar um enredo inédito, repleto de riquezas cultural e geográfico”, diz. Quem quiser participar da festa e fazer parte do desfile na Sapucaí, pode comprar a fantasia no próprio site da mangueira, ou diretamente no escritório de Caíque Loureiro, em Cuiabá. “A procura pelas fantasias é bem grande, mas limitado”, concluiu ele.

Colaboração: Carlas Amorim
João Alves

João Alves

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