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Vin Diesel: uma carreira em 17 filmes bons, ruins e no meio do caminho

"Riddick 3" chega aos cinemas como o primeiro filme de Vin Diesel fora da série "Velozes & Furiosos" desde 2009. Lançado com o batalhão de Steven Spielberg em "O Resgate do Soldado Ryan", o ator oscilou em uma carreira entre o drama e a ação, mas foi logo estigmatizado na segunda opção no começo do século 21.


Justamente com seu primeiro filme como o anti herói Dominic Toretto na série que, ano que vem, chega a seu sétimo (!) episódio. Como ele chegou lá? É o que a gente desvenda agora.

"O Resgate do Soldado Ryan" (Saving Private Ryan, 1998)

Vin Diesel surgiu nas mãos de Spielberg ao ser descoberto no curta "Multi-Facial", que o próprio escreveu, dirigiu e protagonizou em 1995. Ele também "cometeu" o longa "Strays", acumulando papéis, antes de assumir o soldado Caparzo na obra prima moderna que Spielberg lançou em 1998. A voz grave, aliada ao inegável talento, logo o destacaram entre o elenco. Era a porta de entrada de um ator que Hollywood ainda não saberia como lidar por alguns anos

"O Gigante de Ferro" (The Iron Giant, 1999)

Na animação brilhante de Brad Bird, Vin Diesel emprestou a voz ao colosso metálico do título. Claro que "O Gigante de Ferro" não é lembrado como "um filme de...", com o nome do astro em seguida, mas serviu para lhe abrir mais portas na indústria e também mostrou sua versatilidade. Em 2014, Vin faz de novo um trabalho atrás das câmeras, dando voz e personalidade ao alienígena Groot em "Guardiões da Galáxia"

"O Primeiro Milhão" (Boiler Room, 2000)

Este drama --um de vários que juntaram as "faces de uma novíssima geração" no começo do século 21-- é um "A Firma" light. Vin é um corretor sem um centavo no bolso, que começa a ganhar uma fortuna ao trabalhar para uma empresa de prestígio. Logo ele descobre que as aparências enganam. Uma bobagem inofensiva que serviu para o ator pagar as contas e decidir que rumo tomar

"Eclipse Mortal" (Pitch Black, 2000)

Aqui o futuro do ator começou a ser definido. No papel de Richard Riddick, criminoso e assassino com olhos modificados bionicamente para enxergar na escuridão, Diesel encontrou o personagem que lhe dava a densidade dramática que ele buscava no cinemão, ao mesmo tempo em que não se furtava de ser um herói de ação. Depois de sua origem num filme de TV pouco visto, Riddick ganhou o cinema com Vin lhe dando personalidade e o diretor e roteirista David Twohy comandando o barco. "Eclipse Mortal", rodado com baixíssimo orçamento, é um arraso. E mostra a lealdade do ator a seus amigos e aos projetos em que acredita

"Velozes & Furiosos" (The Fast & The Furious, 2001)

Em uma temporada de verão dominada por "Shrek" e "A Hora do Rush 2", "Velozes & Furiosos" atropelou concorrentes mais elegantes (como "Lara Croft: Tomb Raider") e criou uma pequena pérola com o velho clichê do policial infiltrado que, a certa altura não sabe mais onde está sua lealdade. Este era o papel de Paul Walker: a Vin Diesel coube dar vida a Dom Toretto, ladrão com senso de honra e total devoção à família que, entre uma e outra corrida urbana, protagoniza assaltos espetaculares. Ainda assim, Vin demorou para enxergar o verdadeiro potencial do personagem. Mas não por muito tempo?

"Filhos da Máfia" (Knockaround Guys, 2001)

Filhos de mafiosos se mandam para uma cidadezinha no meio do nada em busca de dinheiro e poder. A missão é recuperar uma sacola de dinheiro em posse do xerife local, mas as coisas saem do controle e a trama dá uma reviravolta. E, sim, o filme é tão sonolento quanto a sinopse. Mas colocou o astro para trabalhar com seu chapa de "Soldado Ryan", Barry Pepper, além de Denis Hopper e John Malkovich. Acredite, às vezes para um ator o mais importante é quem está a seu lado

"Triplo X" (XXX, 2002)

A decisão foi tomada: Vin Diesel seria o astro de ação do novo século. "Triplo X", dirigido por Rob Cohen, de "Velozes & Furiosos", foi apresentado ao mundo como a resposta moderna ao cada vez mais caquético James Bond: um espião na área cinzenta da lei, com gadgets incríveis à disposição e uma estampa que o coloca, sem problemas, no centro dos criminosos internacionais mais casca grossa. No fim das contas, era mais estilo do que substância, e a nova super mega franquia de ação com Vin Diesel morreu na praia (a continuação tinha Ice Cube. ICE CUBE!!!!)

"O Vingador" (A Man Apart, 2003)

Sem ter uma série para chamar de sua, e com as ofertas para dramas mais densos não chegando nem perto da porta, Vin Diesel foi lá cumprir o papel de "ator genérico em filmes ainda mais genéricos". "O Vingador" nem esconde a vergonha de ser uma trama de vingança (sic) modorrenta, com o ator interpretando um estereótipo de justiceiro com tanta preguiça que é difícil até chegar ao fim do filme. Uma bobagem

"A Batalha de Riddick" (The Chronicles of Riddick, 2004)

De volta a um grande estúdio, com muita ambição e o amigo David Twohy ao lado, Vin retomou a saga de Riddick quando ninguém suspeitava que seria uma saga. O problema: grandes ambições e grandes orçamentos implicam em grandes resultados. Riddick tem cara de filme B, não de filme-evento, e o gigantismo atrapalhou as ideias de Diesel e Twohy em fazer do anti-herói um super-herói da ficção científica. Não que "Batalha" seja ruim, mas ele sucumbe a seu próprio peso. Bizarramente, todos os jogos de video game e as animações com Diesel no papel de Riddick eram infinitamente superiors ao filme. Mas a história estava longe de acabar.

"Operação Babá" (The Pacifier, 2005)

Se funcionou com Schwarzenegger... A ideia de colocar um astro dos filmes de ação (ou pelo menos alguém com essa percepção) numa aventura infantil é eficiente. Mas o que funciona em "Um Tira no Jardim de Infância" fica no meio do caminho em "Operação Babá". Vin é um fuzileiro de elite obrigado a tomar conta dos cinco filhos de um cientista que foi assassinado. O tom nunca encontra equilíbrio e Vin, claro, não é Schwarza. Se deu bem nas bilheterias, mas foi sua única experiência no filão

"Sob Suspeita" (Find Me Guilty, 2006)

Vin pode ser um sujeito indeciso (ou eclético) em sua carreira, mas nunca na Terra ele deixaria passar uma oportunidade de trabalhar com o brilhante Sidney Lumet. "Sob Suspeita" parte de uma premissa intrigante: o julgamento (real) do mafioso Jack DiNorscio (o próprio Vin), que cuidou de sua própria defesa na corte em um dos processos mais longos contra a máfia na história norte-americana. Todos os valores defendidos pelo ator (lealdade, família, honra) estão lá, mas o filme nunca se eleva além do satisfatório. E é muito, mas muito estranho ver cabelos na cabeça do ator.

"Velozes & Furiosos: Desafio em Tóquio" (The Fast and the Furious: Tokyo Drift, 2006)

Vin não quis saber de voltar como Dom Toretto em "+ Velozes + Furiosos", e o terceiro filme foi uma tentative do estúdio em reinventar a série. Mas ele topou surgir em uma ponta no final para dar um senso de unidade ao filme --ou então Vin é mais esperto que todos nós e profetizou que sua vida estaria ligada à "Velozes & Furiosos", e que toda a trama deste terceiro filme de alguma forma se encaixaria nas novas aventuras. Vai saber

"Missão Babilônia" (Babylon A.D., 2008)

O horror, o horror... OK, vamos aos fatos. O diretor de "Missão Babilônia", Mathieu Kassovitz, foi retirado do projeto durante a montagem, e aparentemente Vin Diesel deu uma banana ao projeto também. O que sobrou é um Frankenstein, um arremedo de aventura pós-apocalíptica muito cara, muito sem sentido e muito ruim. Inacreditável ver um elenco tão bom (Michelle Yeoh, Gerard Depardieu, Mark Strong) perdido entre tanta bobagem. Diz a lenda que a versão estendida, o corte do diretor, lançado em home video, salva a coisa. Você vai pagar para ver?

"Velozes & Furiosos 4" (Fast & Furious, 2009)

O estúdio queria relançar a série. Vin Diesel queria um porto seguro. Ele entrou como produtor, o diretor Juston Lin virou seu novo melhor amigo e a série sobre crimes e corridas urbanas começou a tomar novo rumo nesta aventura. Todo o elenco original estava de volta, mas ainda assim a trama não saiu da fórmula. Talvez Vin e cia. estivessem se aclimatando à nova situação, e a paciência renderia muito em breve. Por falar em renda, o filme foi um arraso nas bilheterias. Por essa ninguém esperava.

"Velozes & Furiosos 5: Operação Rio" (Fast Five, 2011)

Vamos logo tirar o elefante da sala: o quinto "Velozes & Furiosos" não é só o melhor da série, como também é um filme de ação excepcional. O segredo foi a mudança total do eixo da coisa. A trama de corridas urbanas foi abandonada; em seu lugar, "Velozes" virou um filme de assalto, com Vin liderando a equipe que precisa cometer um crime audacioso. É "Onze Homens e Um Segredo" sobre rodas. Ambientado no Rio de Janeiro, o filme é exagerado, inverossímel e absurdo. Mas é também divertidíssimo, emocionante e muitíssimo bem amarrado. O astro e produtor tirou o coelho da cartola, deu uma franquia imbatível ao estúdio (foram 626 milhões de dólares em caixa) e ganhou moral para fazer o que bem quiser

"Velozes & Furiosos 6" (Fast & Furious 6, 2013)

Nem os executivos da Universal acreditam nessa. "Velozes & Furiosos" se tornou uma das séries cinematográficas mais rentáveis de todos os tempos. O sexto filme rendeu 788 milhões de dólares este ano, amarrou a trama com o terceiro filme e já caminha para o sétimo capítulo em 2014. De tirar o chapéu. No meio tempo, Vin Diesel garantiu para si os direitos de "Riddick" (cedidos pela Universal nas negociações da série sobre rodas) e chamou o chapa David Twohy para rodar o terceiro da série do anti-herói da maneira certa: com jeitão de filme B, de forma independente e fazendo o que ele quer. Paciência e trabalho duro, Vin Diesel prova, compensam.

FONTE: Uol Cinema

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João Alves

João Alves

3 comentários:

Ricardo disse...

Ficou show o post. Bem escrito e interessante.

*Breno* disse...

Legal o post, estou vendo o Vin com outros olhos agora...

dunhaskywalker disse...

show de bola.. Vin diesel tinha que sair das tramas mela cueca.. e focar em filmes de ação..

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