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Indicados a Oscar são baseados em casos reais, mas há licenças poéticas

Seis dos nove indicados ao Oscar de Melhor Filme são baseados em histórias reais. Mas isso não significa que tudo aconteceu exatamente da forma como aparece nas telas. Em alguns casos, roteiristas e diretores são os primeiros a assumir “licenças poéticas”. Em “Trapaça”, uma mensagem direta adianta que “parte disso realmente aconteceu”. Há mudanças na importância de personagens, no destino de outros e até a criação de gente.

Reunir características de diversas pessoas reais para compor um personagem é um recurso comum em filmes que relatam histórias reais. É o que acontece em “Clube de compras Dallas”. Eles explicaram que Rayon (Jared Leto) foi criada para ajudar a representar mais claramente a transformação do protagonista, que passa de homofóbico a alguém que trata homossexuais com total atenção e respeito.

Os outros quatro candidatos “reais” ao Oscar foram baseados em livros escritos por pessoas envolvidas na história. Em dois casos, as controvérsias são mais direcionadas às narrativas, não aos filmes. A veracidade do relato de Salomon Northup em “12 anos de escravidão” nunca enfrentou questionamentos, assim como a história de “Philomena” contada em um livro pelo jornalista Martin Sixmith.

Já com os protagonistas de “Capitão Phillips” e “O lobo de Wall Street” a situação é diferente. Richard Phillips enfrenta acusações de membros de sua antiga tripulação, que negam que ele seja tão heroico quanto afirma seu livro e o filme nele baseado. Já Jordan Belfort, apesar de muitas desconfianças dos leitores, não exagerou tanto. Considerando o que garantem seus ex-sócios, amigos e até agentes do FBI que investigaram durante anos seus negócios e vida pessoal, o filme que apresenta as histórias mais absurdas seria um dos mais realistas.


FONTE: G1/Pop Arte

João Alves

João Alves

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