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Série Favorita: Once Upon A Time

Once Upon a Time é, sem dúvida, uma das séries mais criativas da televisão americana. Com a premissa de explorar as diferentes perspectivas que norteiam os contos de fadas, a série recria a jornada dos principais personagens do imaginário infantil.

A atração explora também os limites entre a ficção e a magia, um recurso narrativo muito utilizado pelos os criadores, Edward Kitsis e Adam Horowitz, em Lost. Dando um tom contemporâneo ao roteiro, o seriado investe no dualismo entre o bem versus mal, encabeçado por mulheres independentes e fortes. Aos olhos do público, Branca (Ginnifer Goodwin) é quem salva o seu príncipe inúmeras vezes. Emma (Jennifer Morrison), a filha do verdadeiro amor, é a salvadora dos habitantes da Floresta Encantada. E, Regina, a vilã mal compreendida.

Na terceira temporada do seriado, os criadores tomaram decisões corajosas para preservar este espírito de emancipação feminina ao longo da narrativa. Mulan, uma das princesas mais famosas dos contos de fada, se revelou homossexual. Os seus sentimentos de afeto eram direcionados a Aurora e não ao príncipe Felipe. Vale lembrar que a ABC faz parte do conglomerado Disney e que a ruptura é inovadora diante dos filmes produzidos pelo estúdio.

Outro elemento central no foco narrativo deste ano foi a eterna busca da redenção. Fica claro que em Once Upon a Time nenhum personagem é essencialmente maquiavélico, todos os vilões procuram, inevitavelmente, se redimir de seus pecados. Rumple fez isso ao salvar o neto, Henry, da mão de seu pai, Peter Pan. Regina (Lana Parrilla) encontrou no novo amor, Robin Hood, uma segunda chance para felicidade. Enquanto Gancho (Colin O’Donoghue), abandonou os seus velhos hábitos de pirata para conquistar Emma.

Tudo pareceu se encaixar. Peter Pan foi uma das histórias mais emocionantes até então explorada pela série. O mito do menino que nunca cresce trouxe à tona a dinâmica complicada da família de Neal/Bae, que se sacrificou para salvar o filho e o pai. Além disso, explorou com criatividade a mitologia por trás do Jolly Roger e de seus navegantes, entre eles, a fada Sininho. Uma pena que a segunda leva de episódios, em que a bruxa má de Oz surge, não tenha sido devidamente aproveitada. Poucas histórias apareceram durante este arco narrativo e muitas perguntas ficaram sem resposta: como o mágico foi parar em Oz? Onde estavam os amigos de Dorothy, como o Espantalho e o Homem de Lata? Por que Glinda não apareceu em Storybrooke? Além disso, Rebecca Mader não convenceu como vilã. Faltou uma dose de carisma para a personagem, que será facilmente esquecida.

Para o próximo ano, os produtores preparam a aparição de A Rainha da Neve, de Frozen, uma das recentes animações da Disney. Neste aspecto, as possibilidades em Once Upon a Time são infinitas. Depois do fiasco de Wonderland, o Valete de Copas também deve integrar o elenco na quarta temporada. O mesmo destino é esperado para Ruby/Chapeuzinho Vermelho (Meghan Ory está livre com o cancelamento de Intelligence). Definitivamente, Storybrooke ainda tem magia suficiente para encantar o público com novas histórias.

FONTE: Popséries
João Alves

João Alves

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