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Como a música ajuda na busca da felicidade? "Happy" pode ser a resposta

A felicidade é um direito do ser humano. Não é um luxo nem uma trivialidade. Ela lhe é dada no nascimento, mas você deve reconhecer sua existência. É tão importante quanto o ar em seus pulmões. Se as pessoas não são felizes, o mundo não está certo.


Muitos pensam que, uma vez que encontraram "isso" — o que quer que "isso" signifique para elas —, então alcançaram a felicidade "perfeita". Mas felicidade sempre vem de dentro, e as pessoas infelizmente a veem como algo garantido, ou se sentem culpadas e a suprimem, em vez de libertá-la.

Não é possível experimentar euforia constante, mas se há gratidão, você pode encontrar a felicidade em tudo. Já expressei minha gratidão muitas vezes pelo que minha canção "Happy" fez por mim, e nunca vou deixar de dizer obrigado. Sou grato por todas as pessoas por trás do sucesso da música, e que me pressionaram constantemente para fazer mais — enviei a canção para ser usada em uma cena de "Meu Malvado Favorito 2" e ela foi rejeitada nove vezes. Agradeço o fato de que agora todos sabem meu nome onde antes eu era um desconhecido.

Mas o que mais me tocou é que pessoas de todo o mundo, em lugares como Polônia, Japão, México, Coreia, Brasil, Senegal e Jordânia, pegaram essa música — que tive a sorte de ter criado — e se apropriaram dela. Não criei esse fenômeno. Todo mundo criou.

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Movido pelo espírito de "Happy", jovens e velhos, dos cantos mais remotos do mundo até os mais polarizados, começaram a gravar vídeos caseiros de si mesmos, dançando e cantando a música. Pessoas mostraram sua alegria ao som da canção nas Filipinas devastadas por um tsunami, na faixa de Gaza, no Vaticano, na Ucrânia e em muitos outros lugares. E na primavera, dias depois de o presidente do Irã ter denunciado a censura na internet, um grupo de jovens iranianos foi preso depois de postar a sua própria versão, "Happy em Teerã", e foram forçadas a pedir desculpas publicamente antes de serem libertados sob fiança. São essas pessoas, inspiradas e corajosas, que fizeram seus próprios vídeos e os compartilharam no YouTube, que me mostraram como a felicidade pode conectar todos nós.

E a música é universal. É fácil esquecer como seu poder pode mostrar como somos iguais ao nos levar a um lugar comum, a um sentimento compartilhado, a uma emoção ou compreensão de algo que muitas vezes é inexplicável. Pode nos fazer sorrir — e poucas coisas neste mundo são tão bonitas. Sinto-me humilde ao saber que algo que toquei ajudou a inspirar milhões de rostos sorridentes, atingindo pessoas diferentes em lugares longínquos. Realmente não há palavras para explicar esse sentimento. "Humilde" parece inadequada.

Muitas vezes me perguntam por que as pessoas se conectam com a música. E é exatamente isso — a conexão. Estamos mais ligados do que nunca agora, e esse fenômeno não teria acontecido sem um canal como o YouTube ou a capacidade de facilmente criar e compartilhar vídeos; mas foi a emoção que realmente levou a isso. A felicidade é a verdade, e é contagiosa. Como você consegue não sorrir quando vê alguém que está feliz? É uma coisa tão simples, e nós precisamos de muito mais para enfrentar os desafios que ameaçam a paz no mundo.

Por isso participei do Dia Internacional da Felicidade, promovido pelas Nações Unidas em 20 de março, que todo ano celebra a unidade e diz que a busca da felicidade é um objetivo humano fundamental que deve ser incluída nas metas de políticas públicas.



Aproveitando o sucesso de 24hoursofhappy.com, criamos o24hoursofhappiness.com e pedimos que as pessoas nos enviassem seus próprios vídeos de "Happy". Recebemos respostas de mais de 140 países e o resultado foi uma celebração de 24 horas e uma onda de felicidade em todo o mundo. As pessoas se reuniram em cidades para cantar, dançar e celebrar a felicidade. Houve um flash mob na Croácia; "Happy" tocou no placar eletrônico em Tóquio, no Japão; houve um concurso de vídeo #HappyDay na Indonésia.

Pretendo levar este momento de mudança para o próximo ano. Em 2015, vou usar a música para chamar a atenção para a iniciativa das Nações Unidas "Educação em Primeiro Lugar", que visa colocar todas as criança na escola e promover a cidadania global.

A felicidade não deve ser apenas um fenômeno temporário, e não deve ser limitado a apenas um momento em 2014. Se podemos nos conectar nesse nível, podemos conectar os outros, aceitando a individualidade do outro e trabalhando em prol da sensação de bem-estar. Precisamos recalibrar nossa consciência com base na felicidade, ou não saberemos quem somos ou o que defendemos. Só então iremos perceber que há sempre uma razão para sorrir, podemos progredir socialmente e de fato nos tornarmos uma nação global.

Com quase um bilhão de visualizações combinadas, espero que o vídeo de "Happy" continue a inspirar a humanidade e a busca da felicidade. A felicidade não está além do arco-íris ou em algum lugar mítico. Está lá na esquina, dançando pela rua sem nenhuma preocupação. Nosso tempo nesta terra não é infinito. Precisamos dar as boas vindas a qualquer oportunidade de sorrir, sem perder um segundo. Há um propósito real em nosso desejo de felicidade — não é bobagem nem egoísmo persegui-la.

Então, sim, pode parecer loucura o que estou prestes a dizer, mas é minha responsabilidade repeti-lo. Vá em frente, sinta-se como uma sala sem teto. Sem fronteiras, sem limites, sem restrições. Dance como se ninguém estivesse olhando, sorria como se o amor e a felicidade pudessem mudar o mundo.
Isso me fez pensar em como a música pode quebrar barreiras, transcender a língua, a religião e até a geografia. A música pode ser política: a harmonia pode penetrar as paredes onde as atitudes não podem, e uma melodia pode chamar a sua atenção mais rapidamente do que um grito. A música pode nos enviar em uma direção diferente e inesperada.

Na minha vida, a canção "Bonita Applebum", do grupo A Tribe Called Quest, definiu um novo caminho para mim. Sua criatividade me deixou curioso e me ajudou na busca do conhecimento. Ela me fez pensar, me fez questionar — foi a primeira canção que causou isso em mim.
João Alves

João Alves

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