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O que não fazer na academia

Muitos dos frequentadores e frequentadoras se concentram em admirar o próprio corpo, transformando as salas de musculação em cenário de autorretratos –famosos, pseudocelebridades e anônimos inundam a internet com fotos de seus abdomes tanquinhos, coxas musculosas e bíceps portentosos.

O mau uso do celular e de sua indefectível câmera para tirar selfies são os mais novos vilões que minam o bom relacionamento entre alunos nas academias de ginástica.

O problema é quando a foto é feita no vestiário: há sempre o risco de incluir alguém que não deseja aparecer e está pelado ou seminu.

As reclamações aparecem, e a academia Bodytech, por exemplo, lançou comunicado orientando seus alunos para que não façam fotos nesses locais. "Outras pessoas possam ser retratadas sem intenção", diz o texto.


Tem gente que se acha dona da academia: quer sempre a mesma bicicleta na aula de spinning ou briga por causa da temperatura do ar condicionado

Na sala de musculação, há ainda os que atendem o celular ou ficam digitando mensagens durante o exercício, "alugando" a máquina.

As selfies talvez sejam apenas uma versão de comportamento em que a pessoa se considera o centro de tudo e deixa de levar em consideração o bem-estar do vizinho. Nas academias, os exemplos de egoísmo pululam.


Banheiro sujo e bagunçado é um dos campeões de reclamações –há mulheres que sujam a pia com cabelos e ocupam toda a bancada.

"Há gente que se acha dona de uma bicicleta na sala de spinning, por participar das aulas com muita frequência. Se, quando chega, o lugar está tomado, fica indignada e pode provocar problemas", conta Eduardo Netto, 51, diretor técnico do grupo Bodytech. "Já tive briga entre duas alunas por causa disso", diz ele.

Também é comum, segundo Nélson Evêncio, 43, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo, que as pessoas "não revezem os aparelhos, não levem toalhas e deixem os bancos suados".


Há homens que encaram as meninas em exercícios de maneira indiscreta

A lista dos maus comportamentos de malhadores em geral vai mais longe e inclui até olho grande em cima das formas do vizinho ou vizinha.

"Um rapaz novo na academia tentou puxar conversa com uma moça que malhava muito e tinha um corpo escultural e um namorado tipo guarda-roupa. Ela pediu para não ser incomodada, o cara insistiu, a moça reclamou com o namorado. O resultado foi uma briga no meio da academia", conta a bancária Karine Parússolo, 34.

Talvez por isso, uma das recomendações que ela dá aos marmanjos para que seja mantido o ambiente familiar no recinto é "evitar encarar indiscretamente as meninas em exercícios como treino de glúteos ou posterior da coxa".


Na sala de musculação, é comum ver malhadores que não limpam as máquinas depois de usá-las e nem querem saber de revezar o aparelho

Felizmente, na maior parte dos casos, a falta de educação dos malhadores gera apenas olhares tortos e reclamações veladas.

Para os administradores, porém, o pesadelo é a temperatura. "Ar condicionado é um problema, assim como a música ambiente, porque cada um tem uma preferência", diz Karen Teles, gerente de comunicação e marketing da rede Competition.

A temperatura é regulada de acordo com a orientação de órgãos internacionais de saúde, diz ela, e leva em consideração fatores como tamanho da sala, ocupação média e tipo de exercício.
"A gente tenta explicar que não dá para ter um aparelho de ar condicionado para cada um, mas às vezes tem quem fique mais exaltado", diz ela.

FONTE: Uol / Folha 1
João Alves

João Alves

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