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Seriados: Quantidade por qualidade

Nos últimos anos, cada vez mais, são lançadas grandes quantidades de seriados. Ao mesmo tempo em que a indústria de filmes cresce, aumenta também a produção das séries. É claro que esse crescimento acontece porque sempre há um público interessado em assistir as novidades.


Aliás, com a diversidade de temas e desfechos dos seriados de hoje em dia, o que não falta é espectador. Entretanto, ao que parece, assim como tem acontecido com a indústria de filmes, muita produção de série desqualificada tem se apresentado ao mercado, e aquela fórmula básica de "trocar qualidade por quantidade", parece ter se tornado o padrão de muitos seriados atuais.

Já faz um tempo que os críticos de cinema apontam as falhas e decadências do cinema contemporâneo. Normalmente, as críticas se voltam para os desfechos clichês e vazios, e para a incompetência técnica. Ao que parece, esse tipo de observação também deve ser dirigida à superprodução de seriados dos últimos anos.

Um excesso de produtividade e uma escassez de eficiência tem sido, ultimamente, o perfil de muita série de TV. Tornou-se difícil não somente acompanhar as sequências de seriados, mas acompanhar também as novidades, devido a vasta quantidade de lançamentos. Encontramos em meio a esse contexto, histórias que poderiam ser boas como, por exemplo, a de Da Vinci's Demons, cujo maravilhoso enredo traça uma biografia do brilhante pintor Leonardo da Vinci, mas que acabam sendo decepcionantes pela desqualificação técnica, despreocupação com detalhes, e grandes deslizes no roteiro que acabam por abalar a eficiência geral do seriado.



Em outros casos, vemos produções como Heroes e Lost, que tinham tudo para serem (a até foram por um tempo) fantásticas, mas perderam sua aprovação e sua categoria com finais medíocres a falta de explicações. Há também, atualmente, muita série com enredo insignificante, como 2 Broke Girls, cujos diálogos são supérfluos e repetitivos, fatores que enfraquecem a série e a fazem perder sua graça (que já não é muita). Ou, existem casos de seriados que, por terem amarrado grande número de espectadores, resolvem se estender, e tornam-se enfadonhos, como foi o caso de House.



Também existem as produções que são realizadas na onda das modas do cinema, como as séries de vampiro que aproveitaram o embalo do sucesso da sequência Crepúsculo, e pegaram carona nessa linha de história. Aí, vieram inúmeras com essa mesma temática: Split, The Hunger, The Vampire Diares, True Blood, e etc. Tanto desfecho focado no mesmo assunto que, é claro, tornou-se algo maçante.

Lógico que ainda existem séries agradáveis e elogiáveis. Contudo, há também esse outro lado de alguma produções recentes. Um lado que deve nos despertar alguma reflexão sobre o futuro dos seriados, da produção desenfreada das séries, e da falta de criatividade que tem, infelizmente, sido uma característica de muitas histórias.

FONTE: Cinema 10
João Alves

João Alves

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