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Demolidor investe em versão sombria dos HQs

Para quem presencia o sucesso das produções da Marvel, no cinema e na TV, pouco desconfia que a empresa quase fechou as portas no início de sua jornada.



Foi somente na década de 1940, com as novas história de Stan Lee, que o grupo de HQs conseguiu conquistar uma legião de fãs de super-heróis. Inspirado na Liga da Justiça, uma das publicacões de sucesso da DC Comics na época, Lee criou a sua primeira grande empreitada, o Quarteto Fantástico, que acabaria se transformando na salvação da jovem Marvel. Com o sucesso, outros personagens surgiram pela criatividade do cartunista: Capitão América, Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Thor, Homem de Ferro, Doutor Estranho e mais tarde X- Men.

Donos de um imenso carisma, os super-heróis de Lee encontraram as suas prórias motivações para lutar contra as injustiças do mundo. Diferente da DC, em que a perda trágica dos pais é o fator culminante para a decisão (tome como exemplo Batman, Arrow, The Flash, Super-Homem, entre outros), estes personagens enfrentaram decepções amorosas, guerras mitológicas e mundiais para se tornarem quem realmente são.

Mesmo sendo uma das obras tardias a completar a coleção do “Universo Marvel”, Demolidor não foge desta regra. Matt Murdock (Charlie Cox) é um advogado cego, mas que possui o dom dos supersentidos. Horrorizado com a violência e a impunidade que rodeia o seu bairro natal, o Hell’s Kitchen, o protagonista decide fazer justiça com as próprias mãos.

Com o advento das produções milionárias da empresa, a interpretação da Netflix da saga de Murdock não poderia ser mais condizente. Primeiro ponto positivo: ela foge do estigma criado por Ben Affleck, que viveu o personagem no último longa-metragem, e casou opiniões rancorasas entre os seguidores dos quadrinhos. O segundo trunfo está na capacidade do roteiro de transportar os acontecimentos do primeiro filme de Vingadores ao universo obscuro e violento do herói.

Cabeças decapitadas, suturas e ferimentos expostos, sequestros de crianças, tráfico de pessoas e um vilão digno de dar pesadelos (O Rei do Crime, papel de Vincent D’Onofrio). Esta é a realidade – e a principal caraterística – de Demolidor. É claro que, ao olhos do espectador da TV, tais cortes de cenas e a fotografia escura não funcionam. E, por isso, a escolha de elaborar a história no canal on-demand é tão vitoriosa. Agents of S.H.I.E.L.D. e Agent Carter, outras duas séries da Marvel em exibição, fogem completamente do estilo sangrento. Pelo contrário, ambas apoiam-se nos crossovers recorrentes com os filmes lançados a cada ano pela empresa e no “humor cativante” de seus personagens.

A Netflix estreia em breve mais séries do gênero: Jessica Jones, Punho de Ferro eLuke Cage. Demolidor também garantiu uma segunda temporada, provando que ainda há espaço para novas intepretações dentro do império da Marvel. Ainda bem.

FONTE: Pop Séries - Julia Benvenuto
João Alves

João Alves

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