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Spiderman e seus atores

Independente de ser da DC Comics ou da Marvel, os super-heróis agradam a todos, como em Batman, Superman, Hulk e The Flash chegou a hora do amigo da vizinhança, como também é chamado, o Spiderman.

No cinema foram feitos muitos filmes do aracnídeo (em breve vai terá mais ainda), a primeira trilogia foi com o ator Tobey Maguire, apesar de ser bem elogiado e arrecadador de ótimas bilheterias, porém não agradou aos superiores que resolveram fazer um reboot, agora com o Andrew Garfield. Este teve dois filmes, quase sai o terceiro, porém cancelaram e terá um novo ator na pele do spiderman, Tom Holland.


TV

Nicholas Hammond 1977


O ator Nicholas Hammond estrelava como Peter Parker na série live-action O Homem Aranha. Neste filme, não muito popular, do final dos anos 70, Peter Parker (Nicholas Hammond) cria seu uniforme baseado numa conversa com seu chefe, J. J. Jameson (Robert F. Simon). Enquanto J.J. o acusa de ser um lunático/drogado, Peter tenta convencê-lo de que o Homem Aranha é real.

Parker, em busca de dinheiro, diz que tirou uma foto do Aranha, o que faz com que surja a pergunta: “Como ele se veste?”. Peter responde que o herói usa uma fantasia para não ser “importunado” por elogios.

Enfim, o uniforme era bem estranho e aparentemente incômodo. Além de ser muito apertado (a ponto de nariz, orelhas e queixo ficarem marcados na máscara), ele limitava os movimentos na hora de escalar paredes e o Homem-Aranha devia sofrer com a visão limitada pelas lentes pequenas. Outro ponto bastante notável na fantasia eram os Lançadores de Teia, que eram enormes e davam a volta no pulso do Aranha.

Apesar das esquisitices do primeiro traje aracnídeo, ele tinha um artefato que faz falta ao herói nos quadrinhos, um cinto. A reclamação de Peter sobre a falta de bolsos já é costumeira e um cinto para guardar suas coisas seria bem útil.

Homem Aranha Japonês 1978


Spiderman (Supaidaman, no original 1978) . Criada pela empresa japonesa Toei foi uma série no estilo Tokusatsu (Jaspion, Jiraiya, National Kid, Changeman, Ultraman). Apesar de uniforme idêntico, Spiderman tinha uma história e modus operandi totalmente diferente de sua contraparte original, a começar que sua identidade era Takuya Yamashiro. Homem-Aranha utilizava robô gigante (mecha) e combatia monstros. A serie alcançou um total de 41 episódios.

CINEMA

Tobey Maguire 2002


Após o sucesso duvidoso do filme dos anos 70, a Marvel decidiu colocar o Aranha “na geladeira” e dar foco maior aos filmes do “Hulk” (Lou Ferrigno), que faziam sucesso e, consequentemente, davam lucro. O final da série de TV marcou o universo do Homem-Aranha, porque perceberam que a tecnologia era o maior empecilho para o sucesso do Aracnídeo nos cinemas e, pra não deixar o sucesso passar, várias animações ótimas foram criadas (a animação dos anos 90 é o melhor exemplo) até os anos 2000.

Com a Marvel quase falindo, a saída encontrada foi vender os direitos de seus personagens. É neste exato momento que uma nova era se inicia: a venda dos direitos do Homem-Aranha à Sony foi um dos pontos chave para essa “Era Heroico-Cinematográfica” que vivemos hoje. Sem o Homem-Aranha do Sam Raimi não haveria “Homem de Ferro“, “Kick-Ass“, “Os Vingadores“.

Quando o diretor Sam Raimi, marcado por filmes de terror trash, foi anunciado para dirigir um filme do Homem-Aranha, as pessoas não sabiam muito bem o que pensar. Para a sorte geral, o resultado foi excelente. A ideia de focar mais nos problemas de Peter Parker (Tobey Maguire) do que no Homem-Aranha em si foi ótima e o filme foi sucesso de crítica, gerando duas continuações.

O uniforme era muito bom. Era bonito, arrojado e passava um ar de seriedade ao herói, que combinava perfeitamente com o tom mais “sóbrio” dos filmes do Raimi. Entretanto, alguns pontos simples desagradaram aos fãs do Cabeça de Teia. O fato de ser envolto por teias prateadas, não pretas, por incrível que pareça, gerou um “mimimi” enorme entre os fãs mais assíduos. A falta dos Lançadores de Teia, que foram substituídos pela Teia Orgânica, foi outro gerador de polêmicas que duram até hoje: “Qual é melhor, teia orgânica ou lançador de teia?”

A única reclamação mais concreta a ser feita, e quase sempre esquecida pelos Haters, é como um adolescente falido conseguiu coser um traje costurado a laser?! Onde ele conseguiu o material das lentes? Por que ele não fez uma roupa mais funcional, menos incômoda?

Enfim, pequenas reclamações que não interferiram no roteiro consistente nem na tecnologia do filme que nos permitiu ver um Homem-Aranha de CGI se balançar pelos prédios (ainda que a física parecesse não ter influência sobre ele), e que tampouco prejudicaram as boas atuações do elenco. Em outras palavras, reclamações que não tiraram o brilho da produção.

Após o sucesso estrondoso de “Homem-Aranha 2” (2004), uma continuação era simples questão de tempo. E assim foi. Em 2007 estreou “Homem-Aranha 3″. O longa prometia adaptar a saga “A Origem de Venom” e ainda contaria com o Homem Areia (Thomas Haden Church) e o novo Duende Verde (James Franco); logo, os fãs ficaram em polvorosa. Infelizmente, o resultado não foi muito bom, os vilões foram mal explorados e “Homem-Aranha 3″ entrou para o ranking de piores adaptações de quadrinhos.

A novidade para o filme era a presença do famigerado traje negro do Aranha. As teias prateadas continuaram no traje que nada mais era do que uma versão preta do uniforme comum. A cólera só aumentou com a liberação da imagem da fantasia não utilizada no filme. Ela era toda preta, tinha lentes brancas e o símbolo da aranha era maior e branco, exatamente igual ao dos quadrinhos. Os produtores declararam que o traje foi recusado porque “parecia roupa de filme pornô”.

Andrew Garfield 2012


Após 5 anos do lançamento de “Homem-Aranha 3“, a Sony lançava um remake/reboot de Homem-Aranha. A polêmica foi absurda e muita gente se recusou a ver a nova aventura do herói aracnídeo que, na minha reles opinião, é tão boa quanto a primeira do Raimi.

Nessa versão bombardeada de CGI excelente e cenas em primeira pessoa, vemos, além de um Peter Parker (Andrew Garfield) como um jovem do século XXI, um novo uniforme. Muitas pessoas o acharam feio, mas deve-se admitir que foi abordado de maneira genial. Além da presença dos Lançadores de Teia, Peter escolhe materiais confortáveis e que favorecem sua movimentação para confeccionar o traje, além de usar óculos escuros para compor as lentes de sua máscara (Peter, o rei das gambiarras).

Apesar das opiniões contraditórias cercando “O Espetacular Homem-Aranha“, a bilheteria do longa foi muito boa (em torno de 720 milhões) e as críticas foram bem mornas; logo, a Sony decidiu expandir o Aracnoverso nos cinemas. A sequência do filme de 2012 não só foi anunciada, como também confirmaram que seria uma quadrilogia e queVenom e Sexteto Sinistro ganhariam suas próprias películas.

Enfim, A Ameaça de Electro finalmente estreou e nos mostrou a melhor adaptação de um traje de super heróis nos cinemas. As lentes estão idênticas, a coloração está ótima, as teias do traje estão pretas e os lançadores… Por Odin, os lançadores de teia estão perfeitos! Outro ponto que pode passar despercebido é a presença de costuras no traje. Os produtores tiveram o trabalho de deixar costuras à mostra, pra dar um ar de fantasia caseira.

Além da ótima interpretação de Andrew Garfield, as cenas em primeira pessoa e o uso absolutamente perfeito do CGI (ver o Homem Aranha se balançando pelos prédios, a resistência do ar agindo sobre ele e todas suas manobras corporais) fazem o ingresso valer o preço pago.

Tom Holland 2016
(Assim que sair uma foto oficial dele como o homem aranha, eu atualizo)

Depois de uma extensa "novela", a Sony Pictures e Marvel Studios entraram em um acordo e definiram o próximo ator que irá viver o Homem-Aranha nos cinemas. O herói será interpretado por Tom Holland, de 19 anos, que fará sua primeira aparição no Universo Cinematográfico Marvel em Capitão América: Guerra Civil, que estreia em 2016. Em seguida, Holland irá estrelar o novoreboot da franquia Spider Man, um filme solo dedicado ao herói que estreia nos Estados Unidos no dia 28 de julho de 2017. Depois de passar pelas lentes de Sam Raimi e Mark Webb, a história de Peter Parker será dirigida por Jon Watts.

A carreira de Holland diante das câmeras começou com o drama baseado em fatos reais O Impossível (2012), sobre a maneira como uma família de turistas na Tailândia foi afetada pelo tsunami de 2004 que desolou o país. Ele contracenou com Naomi Watts (indicada ao Oscar por sua atuação) e Ewan McGregor. Holland também deu voz a um dos personagens do drama Locke (2013), estrelado por Tom Hardy, e atuou com Saoirse Ronan no romance Minha Nova Vida (2013). Entre seus trabalhos futuros estão o filme de ação, drama e aventura No Coração do Mar, sobre a história real que inspirou o clássico romance "Moby Dick" e o drama Pilgrimage, ambientado na Irlanda do século 13.

Watts, diretor do filme solo do Homem-Aranha, é o cineasta responsável pelo terror Clown (2014) e pelo suspense Cop Car (2015), com Kevin Bacon, que foi exibido no Festival de Sundance deste ano.

O novo filme solo do Homem-Aranha terá a produção de Kevin Feige (presidente da Marvel) e Amy Pascal (ex-chefe da Sony), que pretendem abordar a adolescência de Peter Parker. A história da origem dos poderes do Cabeça de Teia não será contada desta vez, então não espere ver Holland ser picado por uma aranha radioativa.

"Sony, Marvel, Kevin e eu sabíamos que tínhamos de encontrar um jovem ator vibrante e talentoso para interpretar o Peter Parker, capaz de incorporar um dos personagens mais conhecidos do mundo. Com Tom, nós encontramos o ator perfeito para levar a história do Homem-Aranha para o Universo Cinematográfico Marvel", afirmou Pascal em um comunicado oficial.

A franquia Spider-Man é a mais lucrativa da história da Sony Pictures. Ao todo, os cinco filmes sobre o herói já arrecadaram mais de 4 bilhões de dólares ao redor do mundo.
João Alves

João Alves

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